CANTINHO DA TIA NEL

CANTINHO DA TIA NEL

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Trava-Línguas (veja alguns)


Folclore brasileiro: TRAVA-LÍNGUAS.

Trata-se de uma modalidade de Parlenda.
É uma arrumação de palavras sem acompanhamento de melodia, mas às vezes rimada, obedecendo a um ritmo que a própria metrificação lhe empresta. A finalidade é entreter a criança, ensinando-lhe algo. No interior, aí pela noitinha, naquela hora conhecida como “boca da noite”, as mulheres costumam brincar com seus filhos ensinando-lhes parlendas, brinquedos e trava-línguas. Uma das mais comuns é a elas ensinam aos filhos apontando-lhes os dedinhos da mão – Minguinho, seu vizinho, pai de todos, fura bolo e mata piolho.
Cascudo (Literatura Oral no Brasil , 1984 ) incluiu o trava - língua nos contos acumulativos , seguindo a classificação de Antti Aarne / Stith Thompson , com o que não concorda Almeida ( Manual de coleta folclórica , 1965 ) , dizendo que os trava-línguas muitas vezes não são estórias , mas jogos de palavras difíceis de serem pronunciadas. São antes brincadeiras .
Todos os trava-línguas são propostos por fórmulas tradicionais, como : ''fale bem depressa ''; ''repita três vezes '' ; ''diga correndo '', e similares. O importante no trava-língua é que ele deve ser repetido de cor , várias vezes seguidas e tão depressa quanto possível . Lido, e devagar, perde a graça e a finalidade

Trava-línguas:

O peito do pé do pai do padre Pedro é preto.
A babá boba bebeu o leite do bebê .
O dedo do Dudu é duro
A rua de paralelepípedo é toda paralelepipedada.
Quem a paca cara compra , cara a paca pagará
O Papa papa o papo do pato .
Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia
Norma nina o nenê da Neuza
A chave do chefe Chaves está no chaveiro .
Sabia que a mãe do sabiá sabia que sabiá sabia assobiar?
Um limão , dois limões , meio limão .
É muito socó para um socó só coçar!
Nunca vi um doce tão doce como este doce de batata-doce!
O padre pouca capa tem, pouca capa compra .
Chega de cheiro de cera suja !
É preto o prato do pato preto
Bagre branco ; branco bagre
Um tigre , dois tigres , três tigres.
Três tristes tigres trigo comiam .

A ARANHA E A JARRA
Debaixo da cama tem uma jarra.
Dentro da jarra tem uma aranha.
Tanto a aranha arranha a jarra,
Como a jarra arranha a aranha.

A LARGATIXA DA TIA

Larga a tia, largatixa!
Lagartixa, larga a tia!
Só no dia em que a sua tia
Chamar a largatixa de lagartixa.

CAJU
O caju do Juca
E a jaca do cajá.
O jacá da Juju
E o caju do Cacá.

LUZIA E OS LUSTRES
Luzia listra os
Lustres listrados.

MALUCA
Tinha tanta tia tantã.
Tinha tanta anta antiga.
Tinha tanta anta que era tia.
Tinha tanta tia que era anta.

MOLENGA
Maria-mole é molenga.
Se não é molenga
não é maria-mole.
É coisa malemolente,
nem mala, nem mola,
nem maria, nem mole.

NÃO CONFUNDA!
Não confunda ornitorrinco
Com otorrinolaringologista,
Ornitorrinco com ornitologista,
Ornitologista com otorrinolaringologista,
Porque ornitorrinco é ornitorrinco,
Ornitologista, é ornitologista,
E otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.

O DESENLADRILHADOR
Essa casa está ladrilhada.
Quem a desenladrilhará?
O desenladrilhador que a desenladrilhar,
Bom desenladrilhador será !

O tecelão
Tecelão tece o tecido
Em sete sedas de Sião
Tem sido a seda tecida
Na sorte do tecelão

Atrás da Pia
Atrás da pia tem um prato
Um pinto e um gato
Pinga a pia, apara o prato
Pia o pinto e mia o gato.

Sapo no saco
Olha o sapo dentro do saco
O saco com o sapo dentro
O sapo batendo papo
E o papo soltando vento.

Mafagafos
Um ninho de mafagafa
Com sete mafagafinhos
Quem desmafagaguifá
Bom desmafagaguifador será.

VELHO FÉLIX
Lá vem o velho Félix,
Com um fole velho nas costas,
Tanto fede o velho Félix,
Como o fole do velho Félix fede.

TEMPO
O tempo perguntou ao tempo,
Quanto tempo o tempo tem,
O tempo respondeu ao tempo,
Que não tinha tempo,
De ver quanto tempo,
O tempo tem.

SEU TATÁ
O seu Tatá tá?
Não, o seu Tatá não tá,
Mas a mulher do seu Tatá tá.
E quando a mulher do seu Tatá tá,
É a mesma coisa que o seu Tatá tá,tá?

O Pintor Português
PAULO PEREIRA PINTO PEIXOTO,
POBRE PINTOR PORTUGUÊS,
PINTA PERFEITAMENTE
PORTAS, PAREDES E PIAS,
POR PARCO PREÇO, PATRÃO.

O Rato Roeu
O RATO ROEU A ROUPA DO REI DE ROMA,
O RATO ROEU A ROUPA DO REI DA RÚSSIA,
O RATO ROEU A ROUPA DO RODOVALHO…
O RATO A ROER ROÍA.
E A ROSA RITA RAMALHO
DO RATO A ROER SE RIA.
A RATA ROEU A ROLHA
DA GARRAFA DA RAINHA.

O PINTO PIA
A PIPA PINGA.
PINGA A PIPA,
O PINTO PIA.
PIPA PINGA.
QUANTO MAIS
O PINTO PIA
MAIS A PIPA PINGA.

GATO ESCONDIDO
GATO ESCONDIDO
COM RABO DE FORA
TÁ MAIS ESCONDIDO
QUE RABO ESCONDIDO
COM GATO DE FORA.

O SABIÁ
Sabia que o sabiá
sabia assobiar?

PAPA PAPÃO
Se o papa papasse pão.
Se o papa papasse papa.
Se o papa papasse tudo,
Seria um papa papão.

O RATO
O rato roeu a roupa,
Do rei de Roma.
e a rainha, de raiva,
roeu o resto

Palminha
Palma, palminha,
Palminha de Guiné
Pra quando papai vié,
Mamãe dá a papinha,
Vovó bate cipó,
Na bundinha do nenê.

SABER
Sabendo o que sei e sabendo
O que sabes e o que não sabes
E o que não sabemos, ambos saberemos
Se somos sábios, sabidos
Ou simplesmente saberemos
Se somos sabedores.

Bão Balalão
Bão, babalão,
Senhor Capitão,
Espada na cinta,
Ginete na mão.
Em terra de mouro
Morreu seu irmão,
Cozido e assado
No seu caldeirão

Ou Bão-balalão!(variação)
Senhor capitão!
Em terras de mouro
Morreu meu irmão,
Cozido e assado
Em um caldeirão;

Lanço o laço no salão.
O lenço, lanço. A lança, não.

Tatu tauató, tatuetê taí.
Tem tanto tatu, não tem

O que é o folclore? (veja algumas lendas)

Folclore
A palavra Folclore, segundo o dicionário significa conjunto das tradições, conhecimentos ou crenças populares expressas em provérbios, contos ou canções. ( veja mais no Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, Editora Nova Fronteira)
Folclore é tudo que simboliza os hábitos do povo, que foram conservados através do tempo, como conhecimento passado de geração em geração, por meio de lendas, canções, mitos, hábitos (incluindo comidas e festas) , utensílios, brincadeiras, enfeites.
Para conhecermos a história de um povo, de um país ou de uma região do país é importante que conheçamos a sua cultura, suas tradições, ou seja o seu folclore. O folclore é também uma forma de manifestação cultural dos povos.
No Brasil o folclore recebe influências determinante dos povos que aqui já habitavam como os índios, e os que vieram depois como os negros e os brancos.
Desde 1965 , no Brasil, temos um dia oficial para comemoramos as nossas tradições folclóricas: o dia 22 de agosto é o dia do folclore.
Fazem parte do nosso folclore as canções de ninar que são passadas de pais para filhos, cantigas de roda, brincadeiras, jogos, lendas e mitos, superstições, artes. Além disso, as danças típicas das regiões e as festas típicas como a Festa do Boi (do Boi-bumbá ou Bumba-meu-boi que recebe outros nomes dependendo do estado) as festas juninas, Carnaval, o Maracatu entre outras são todas manifestações do nosso folclore.
Os utensílios usados por nossos antepassados (brancos, negros e índios) para caça, pesca , artesanato e outros, tudo faz parte do folclore.
Folclore é cultura e quem estuda as tradições folclóricas de um povo estuda a sua história. Alguns estudiosos consagrados das tradições folclóricas do nosso país foram: Luís da Câmara Cascudo, Jerusa Pires Ferreira e Veríssimo de Melo.
O autor Monteiro Lobato por meio das suas obras também ajudou a propagar lendas e mitos do Brasil.
O Brasil é um país muito grande, por isso cada região do país tem sua tradição folclórica. Algumas vezes o que muda é o nome de uma determinada festa, lenda ou outra tradição, outras vezes uma festa é mais tradicional em uma região do que em outra, assim como comida, música e danças.
Na Região Sul- Temos as danças típicas conhecidas como congada, chula, entre outras.
Algumas das festas tradicionais desta região são: a festa de Nossa Senhora dos Navegadores; a festa da uva, festa da cerveja, Além das festas juninas e outras que são tradicionais em todo o país.
As lendas mais conhecidas nesta região são: O Negrinho do Pastoreio, O Boitatá, O Curupira, O Saci-pererê, entre outras.
As comidas típicas são o churrasco, o arroz-carreteiro, a feijoada, o chimarrão (bebida feita com erva-mate, tomado em uma cuia)
Na Região Sudeste podemos destacas as danças típicas: fandango, o batuque, a folia de reis, entre outros.
As lendas mais conhecidas são: O Lobisomem, A Mula-sem-cabeça, A Iara. As comidas típicas são tutu de feijão, feijoada, entre outras.
A região Centro-Oeste podemos destacar a congada, a folia de reis nas danças típicas .
A tourada é uma festas bem tradicional.
Entre as lendas a do Lobisomem e do Saci-pererê são das mais conhecidas
Entre as comidas típicas estão os pratos preparados com os peixes dos rios da região.
Na Região Nordeste
Podemos destacar as danças típicas: frevo, o bumba-meu-boi, o maracatu, as cirandas, o baião.
As festas tradicionais são muitas, algumas delas: do Senhor do Bonfim, da Iemanjá, Paixão de Cristo, as romarias como a de Juazeiro do Norte no Ceará, Vaquejada.
Na Região Norte
Temos as festas do Boi- bumbá, as festas indígenas e outras.
O carimbó e a ciranda são algumas das danças típicas da região.
As lendas podemos destacar a da mãe-d’água, O Curupira, da Vitória-régia, do Uirapuru.


O Boitatá

Folclore brasileiro: Boitatá.

O nome boitatá vem da língua indígena e quer dizer cobra de fogo.
Durante o dia o Boitatá não enxerga nada, à noite ele enxerga tudo.
Diz a lenda que certa noite a lua não apareceu, nem as estrelas no céu, a escuridão era total, era um breu. Passado algum tempo, o sol também não surgiu e ficou tudo na escuridão por vários dias. As pessoas que moravam nos vilarejos estavam passando fome e frio. Não havia como cortar lenha para os braseiros que mantinham as pessoas aquecidas, nem como caçar naquela escuridão. Pra piorar tudo, começou a chover sem parar.
A chuva inundou tudo e muitos animais acabaram morrendo.
Uma cobra boiguaçu que dormia num imenso tronco acordou faminta e começou a comer os olhos de animais mortos que brilhavam boiando nas águas.
Alguns dizem que eles brilhavam devido a luz do último dia em que os animais viram o sol. De tanto olhos brilhantes que a cobra comeu, ela ficou toda brilhante como fogo e transparente.
A cobra se transformou num monstro incandescente, o Boitatá. Dizem que o Boitatá assusta as pessoas quando essas viajam na mata à noite. Mas muitos acreditam que o Boitatá protege as matas contra incêndios. De qualquer forma se você encontrar um Boitatá, use óculos escuros ou feche os olhos e fique bem paradinho quase sem respirar.


O Saci Pererê

Folclore brasileiro: Saci-Pererê.

Menino negrinho, levado e arteiro
Só tem uma perna, mas salta de lá pra cá o dia inteiro
A carapuça vermelha o deixa invisível
Adora traquinagens, se acha invencível.

Fuma cachimbo
E tem joelho machucado
Mas não se engane,
Ele não é nenhum coitado.

Ele mora no mato
E dele toma conta
Com os caçadores desavisados
Ele sempre apronta

Ele é bom, mas é bagunceiro
Se diverte com a confusão
Some com objetos
Faz trança nas crinas dos cavalos
E adora bagunçar no fogão

Se o leite queimar, a comida estragar
Pode ser coisa do Saci!

O saci adora assobiar
É o seu jeito de marcar presença
No meio de um rodamoinho de areia
Chega fazendo bagunça


A lenda da Mandioca



Folclore brasileiro: A Lenda da Mandioca.

Segundo essa lenda de origem indígena, há muito tempo numa tribo indígena a filha de um cacique ficou grávida sem nunca sem ainda ser casada.
Ao saber da notícia o cacique ficou furioso e a todo custo quis saber quem era o pai da criança. A jovem índia por sua vez, insistia em dizer que nunca havia namorado ninguém.
O cacique não acreditando na filha rogou aos deuses que punissem a jovem índia. Sua raiva por essa vergonha era tamanha que ele estava disposto a sacrificar sua filha. Porém, numa noite ao dormir o cacique sonhara com um homem que lhe dizia para acreditar na índia e não a punir.
Após os nove meses da gravidez, a jovem índia deu a luz a uma menininha e deu-lhe o nome de Mani. Para espanto da tribo o bebê era branco, muito branco e já nascera sabendo falar e andar.
Passa alguns meses, Mani então, com pouco mais de um ano de repente morreu. Todos estranharam o triste fato, pois não havia ficado doente e nenhuma coisa diferente havia acontecido. A menina simplesmente deitou fechou os olhos e morreu.
Toda a tribo ficou muito triste.
Mani foi enterrada dentro da própria oca onde sempre morou. Todos os dias sua mãe, a jovem índia regava o local da sepultura de Mani, como era tradição do seu povo.
Após algum tempo, algo estranho aconteceu. No local onde Mani foi enterrada começou a brotar uma planta desconhecida. Todos ficaram admirados com o acontecido . Resolveram, pois, desenterrar Mani, para enterrá-la em outro lugar.
Para surpresa da tribo, o corpo da pequena índia não foi encontrado, encontraram somente as grossas raízes da planta desconhecida. A raiz era marrom, por fora, e branquinha por dentro. Após cozinharem e provarem a raiz, entenderam que se tratava de um presente do Deus Tupã. A raiz de Mani veio para saciar a fome da tribo. Os índios deram o nome da raiz de Mani e como nasceu dentro de uma oca ficou Manioca, que hoje conhecemos como mandioca.


Vitória Régia


Folclore brasileiro: Vitória Régia.

Numa noite linda uma jovem índia se encantou com o brilho da lua que refletia no lago. De tão fascinada que ficou com aquela luz mágica, atirou-se nas águas e desapareceu para sempre.
A lua se comoveu com a admiração da índia e a transformou numa linda flor, a Vitória Régia, que flutua nas superfícies das águas de alguns rios da Amazônia. Essa é uma flor noturna, abre ao entardecer e se fecha com o raiar do sol.


Mula sem cabeça


Folclore brasileiro: A Mula-sem-Cabeça.

Dizem que é uma mulher que namorou um padre e foi amaldiçoada. Daí por diante, toda madrugada de quinta para sexta-feira ela se transforma em Mula-sem-cabeça.
Ela percorre sete povoados e quem ela encontrar pelo caminho ela ataca, come seus olhos, unhas e dedos.
Quem já a viu costuma dizer que apesar do nome ela tem cabeça sim, mas como lança fogo pelo nariz e pela boca, sua cabeça fica toda coberta por fumaça.
Nas noites em que ela aparece é possível se escutar seus relinchos e seu galope, parece um cavalo enfurecido.
Ao encontrar a mula deve-se deitar no chão, esconder unhas e dentes para não ser atacado.
Se alguém corajoso conseguir arrancar os freios da sua boca a maldição é quebrada para sempre e ela vira mulher novamente.


Contos e mais contos... (Leia para seus alunos)

Texto

“VIAGEM AO FUNDO DO MAR”

Um príncipe muito formoso, cujo nome era Fernando, morava no seu suntuoso castelo, no qual havia uma grande escadaria de mármore que se estendia bem próximo ao tapete de areia branca da praia. Logo à frente o mar espumante, exibindo mil ondas.
O príncipe embora já fosse um jovem, costumava passar as tardes entretido em fazer castelinhos de areia enfeitados com conchinhas do mar. Certa tarde muito linda em que se espelhava no céu um azul tão celeste, ornamentado por pequenos flocos de alvas nuvens, o príncipe pôs-se a descer os degraus da escadaria a fim de construir seus castelos. Era bastante infantil o seu hábito, contudo era o seu passatempo predileto.
Assim que chegou à praia parou um pouco para contemplar a maravilhosa paisagem que se abria diante dos seus olhos.
O majestoso firmamento que parecia encontrar-se com o mar na linha do horizonte. O sol, rei da luz, parecia mergulhar nas ondas, afundando-se mais e mais. O príncipe contemplava aquela magnitude de infinita beleza e refletia consigo mesmo, como seria o mundo nas profundezas do mar.
Por fim quando o sol terminou de esconder-se, ele principiou a construir seu castelo. Entretanto, seu pensamento estava voltado para o mundo aquático. O manto negro da noite descia cada vez mais, que até o seu primeiro adorno noturno já se fazia notar. Era a estrela vésper que já reluzia festiva.
O príncipe, porém não percebia que a noite caia. Mãos ocupadas na construção do castelo e com o pensamento nas profundezas das águas.
Quando a rica jóia da noite ergueu-se prateada nos píncaros dos montes, banhando a terra, o príncipe ouviu um ruído estranho vindo do mar. Voltou-se e avistou ao longe algo que vinha deslizando sobre as águas em sua direção. Não tirava os olhos daquilo que se aproximava cada vez mais. Quando pode ver o que era ficou paralisado de pasmo.
Era uma linda, mas estranha carruagem. A carruagem era feita de escamas de peixe toda colorida e brilhava com o clarão da lua. Não possuía rodas, era conduzida por oito cisnes tão brancos como as montanhas cobertas de neve, as rédeas eram também de escamas. Não havia nenhum cocheiro, porém, do seu interior o príncipe ouviu uma voz que dizia:
- Entre aqui que serás conhecedor do mundo que existe no mais profundo do mar.
O príncipe estranhou, no entanto sorriu e sem hesitar embarcou na carruagem.
Os cisnes abriram as asas como brancos leques e seguiram viagem.
Logo o príncipe percebeu que havia desaparecido o luar, a praia e que a carruagem agora penetrava no interior das águas. Ali dentro havia muita claridade verde, que se assemelhava às esmeraldas. Havia também milhões de peixes nadando daqui para ali.
Que viagem fascinante! Pensava ele apertando ainda entre as mãos algumas conchinhas. De vez em quando passavam ao redor peixes enormes e ele sentia calafrios de medo. Além da infinidade de peixes, o príncipe via outras espécies de animais aquáticos que jamais poderia imaginar que existiam. A viagem fascinava-o e a carruagem do mar seguia, além da fauna aquática que muito lhe encantava, a flora ali dentro também era maravilhosa. Que vegetais exóticos! Quanta riqueza se escondia no mar. Que maravilha desconhecida! Que mundo fantástico nas profundezas das águas. O príncipe se achava feliz e privilegiado na sua estranha viagem.
Por fim a carruagem cessou de navegar e a mesma voz que o convidara a entrar ecoou dizendo:
- Agora tu és conhecedor do mundo aquático e dele farás parte.
O príncipe olhou sem compreender aquelas palavras. E a voz continuou:-
- Eu a carruagem do mar te conduzi no mais profundo das águas e daqui não sairás jamais. O príncipe estremeceu e quando viu estava cercado por medonhos peixes e outras espécies de animais de bocas abertas para devorá-lo.
Tomado de pavor pôs-se a gritar por socorro com todas as suas forças. Ouviu então a voz amiga e fiel do seu servo predileto a chamá-lo.
Abriu os olhos e estava diante dele o seu servo sorrindo-lhe. Olhou ao seu redor e não havia mais os peixes ferozes, nem carruagem, nem água. O que viu foi o mar em bonança, o luar, a areia branca, ao seu lado o castelinho ainda por terminar e segurava nas mãos algumas conchinhas.
Voltou-se sorrindo para o servo e disse-lhe:
- Agora compreendo estou aqui são e salvo, fora tudo um sonho.
E enquanto subiam a enorme escadaria de volta ao castelo, contou ao servo o sonho que tivera com a carruagem do mar.


BRISA E O SEU ANJINHO

Um pouco antes de completar tres aninhos, Brisa ganhou um ursinho de pelúcia branco, muito bonito e ficou maravilhada quando percebeu que, pressionado, o ursinho rezava o Pai Nosso. Tornou-se se brinquedo predileto e não dormia sem rezar junto ao ursinho (mesmo que rezasse conforme entendia a oração, pois onde deveria dizer "Perdoai" dizia "cordolai" , "tentações" dizia "fecações", o que era motivo de riso por quem a escutava rezar). Minha mãe, que na época ainda encontrava-se neste plano, recomendava que ela tivesse cuidado com o seu ursinho, e Brisa seguia brincando com ele, e como toda criança, encantou-se com outros brinquedos. Com o passar do tempo, o ursinho sumiu e minha mãe faleceu. Brisa passou a dar falta do ursinho. Nos tristes dias que sucederam-se à morte de minha mãe, ao vasculhar os pertences dela, qual não foi minha emoção quando abri uma caixa e lá estava o ursinho enrolado numa blusa azul, com as pilhas novas e a roupinha limpa. Brisa ficou contente demais e nunca mais separou-se do ursinho. Quando está triste ou doente, escuta várias vezes a oração, sentindo-se confortada como se fosse minha mãe que ali orasse com ela. Comove-me esta cena, porquanto muitas vezes quisera ser eu, a ouvir com encantamento esta oração, e sentir um abraço de conforto nos momentos de tristeza, os quais mesmo que rejeitemos, insistem em nos visitar, às vezes.


A Terra dos Dragões

A Terra dos Dragões
Jorge Linhaça

Na terra dos dragões tudo é possível, não há contendas entre seus habitantes.
Quando vem o inverno os ovos se rompem e dão origem a novos dragões.
Os dragões crianças brincam na neve, satitam, e aos poucos aprendem a voar.
Mamãe dragão a tudo acompanha, orgulhosa de sua nova prole.
A lua, a brilhar, silenciosa, no céu, assiste à celebração da renovação da vida.
O céu, salpicado de estrelas, recobre a cena, pisca-piscando em seu explendor.
No reino dos dragões, cercado de florestas, a mão humana ainda não tocou.
A harmonia, entre todos os seres, existe e persiste, tornando esse reino mágico, um oásis de paz e amor.
Quando me canso da soberba humana, do descaso dos homens com seus semelhantes e da destruição da natureza causadas pela sua eterna ambição, faço meu encantamento, volto a ser criança e, viajando nas asas de minha fantasia, vou visitar meus amigos dragões.
Dragul me recebe no portal do reino e conduz-me em minha visita de renovação de forças. Montado em seu dorso percorro a terra dos dragões,
visito antigos amigos e conheço os novos e jovens habitantes.
Ah, quanta sabedoria existe na simplicidade de sua maneira de ser, de respeitar as diferenças e cuidar de seu reino que é um bem comum.
Quem dera que os homens pudessem voltar a ser crianças e, de tempos em tempos, visitar a terra dos dragões mas, nem a todos é permitido adentrar aquele portal, apenas aos que ainda guardam dentro de si os sonhos de uma infância cada vez mais distante e deturpada pelo desejo de tudo ter.


O GIGANTE BOM


O gigante solitário tinha uma enorme casa no alto de uma montanha na cidade de Almofadar no reino dos kadoche. Sem esposa e filhos vivia apenas com um gato e um cachorro que dormiam junto a lareira. Vivia triste por não ter uma família. Durante o dia trabalhava como vigia ao redor do castelo, é porque o rei tinha medo dos temíveis gaviões dragões que insistiam em seqüestrar sua filha, a infanta Matilde por ordem do temível cavaleiro vuduvuvu, homem mal que já havia levado sua esposa a bela rainha Alegra que agora vivia triste no terrível castelo do abismo. E apenas ao gigante bom que vuduvuvu temia. Ele e era o guardião da infanta que todos os dias chegava ate a janela e lhe dava bom dia, e assim vivia ele a plantar arvores nas terra do rei kadoche. Um dia o rei expediu uma carta a todo o reino que o homem que enfrentasse o temível vuduvuvu e o vencesse e trouxesse sua rainha de volta teria a mão da doce infanta. E vários guerreiros se prontificaram a ir enfrentar vuduvuvu e todos pereceram diante dos terríveis gaviões dragões, é que vuduvuvu tinha um segredo ele somente seria derrotado por uma frase dita por um homem puro de coração, mas ninguém sabia tal frase e o reino estava triste pois o gigante bom não poderia ficar a noite toda guardando o reino, então uma noite ele teve um sonho que a infanta lhe falava que para destruir o terrível mal teria de disser “Reisus Reisus seu caminho me conduz”. Logo pela manhã o gigante bom saiu cedo para a grande batalha. Chegando perto do abismo guerreou contra todos os gaviões dragões e os venceu, ao chegar perto do palácio de vuduvuvu, gritou bem alto”Reisus Reisus seu caminho me conduz” ao ouvir a poderosa frase na potente voz do gigante bom todo castelo tremeu e a torre aonde estava a rainha caiu e ele a pegou carinhosamente e com sua mão direita destrui todo aquele reino do mal. Ao chegar na cidade todos se alegraram ao ver que a vitoria do bem venceu o mal e como recompensa o grande mago dos céus fez com que a infanta crescesse como o gigante bom e se tornasse uma linda princesa e assim eles casaram-se e construíram um palácio junto ao do rei e viveram felizes para sempre.

A lagartinha que queria ser feliz


Numa linda floresta de árvores imensas, morava uma lagartinha que sempre se encontrava só e infeliz andando pelos caules e flores sem ser percebida e querida pelos outros amigos animais. Ela se chamava Sisi. Os animais que viviam na floresta riam de Sisi por ela ser feia e comentava sobre seu jeito desengonçado de andar; seu corpo perecia uma mola, ia para frente e para trás, além de ser gorda, verde, com pintas em todo do seu corpo
Sisi vivia isolada de todos os animais, sua única companheira de árvore era dona aranha e seu filhotinhos, que também era motivo de chacoalha pela suas grandes pernas e pêlos. Mais Sissi tinha uma amiga borboleta que sempre contava com ela, e que ia visitá-la todos os dias, ela chamava-se Fiora. Sissi, porém, não era como Fiora divertida, feliz e popular, mais bem que ela queria ser.
Sisi ficava sempre isolada só comendo folhinhas e cada vez ficava mais gordinha, não sai dali pra nada só de uma folha para outra. Ela se achava muito feia diante os outros animais que ela conhecia. Quando ela se arriscava e se próxima de alguns logo vinha ele zombar de Sisi, e ela sai dali tristonha, ninguém dava ouvido a ela. Mais seu consolo era sua amiga Fiora uma linda borboleta que sempre dava um passadinha em sua árvore, e sempre chegava alegre e feliz com suas lindas asas batendo, e lá estava Sisi sempre comendo e tristonha. Mais Sisi ficava feliz em vê-la, pois era a única que conversava com ela.
-Oi Sissi tudo bem?Como você esta hoje minha amiga
-Oi Fiora tudo bem, tudo na mesma... –
Nossa Sissi que tristeza é está menina, levanta o astral e sai dessa, você está sempre desconfortável –
Pois é Fiora... –
Já sei foste magoada por alguém, foste rejeitada novamente por isso você esta sim?
-Como sempre Fiora ninguém gosta da minha companhia, todos me rejeitam e é aquilo de sempre.
Fiora ficava ali escutando os lamentos de sua amiga sisi, sempre atenta a cada palavra a cada suspiro infeliz de sisi. E fazia de tudo parar alegrá-la contando suas aventuras pela floresta, falava dos novos animais que havia nascido, ou de um novo visitante por lá, mais sisi só escutava não tinha nenhum entusiasmo. Ela olhava para Fiora e ficava admirando e Dizia: Fiora você é tão linda, feliz eu queria ser como você,nunca te vejo infeliz.
-Sisi veja sempre a vida do que jeito que ela é querida, porque chorar, ficar triste se alguém não gosta da gente, se nos acha feia, nós temos uma beleza interior querida, use ela pra ser feliz, e sorria sempre mesmo para aqueles que não te querem bem. –
-È Fiora você é mesmo minha melhor amiga e compreende como me sinto e tenta sempre me levantar.
-Sou sim.
-E vivo te dizendo: Sisi eu também nasci lagarta, espinhenta, horrível e sempre pensava que um dia seria uma linda borboleta. E sei como
Você se sente, pare de comer você fica cada dia mais gorda.
-É você sempre me aconselha e eu não te escuto, eu sou assim mesmo Fiora o que fazer?
-Verdade Sisi você come muito um dia vai ficar tão gorda que vai cair destas folhas e um prendedor vai te atacar.
-O que posso fazer quanto mais triste mais como...
Fiora com um gesto carinhoso toca suas asas na cabecinha e no corpo de sisi como se quisesse abraçá-la.
-Olha Sisi vou te contar uma história:
- As borboletas é um bichinho que causa grande fascínio por sua capacidade de transformação. Depois de se reconhecerem pelas cores e formatos das asas, machos e fêmeas flertam, cruzam, e a fêmea deposita seus ovos em uma folha, deixando-os lá e indo borboletear em outros cantos por aí. A larva (lagarta) vai sair do ovo,se não, ela espera. E espera, espera, espera… Até conseguir nascer.
E quando nasce a lagarta nasce voraz. Devora a própria casca do ovo, e é capaz de comer uma planta com o triplo de seu tamanho em poucos minutos de vida da lagarta, que pode durar de meses até um ano, é andar por aí e se alimentar. Como acontece com todos os animais, ela está sujeita ao ataque de predadores, (por isso me preocupo com você querida Sisi). Durante essa fase, a lagarta troca de pele várias vezes, a lagarta mais uma vez espertinha, não perde tempo quando está de casca nova começa a comer mais e mais, até crescer e ficar enorme, forte, gordinha e pronta pra virar borboleta. O fato é que é na hora certa, nem antes nem depois, ela procura um lugar seguro, muito seguro para iniciar seu processo de reclusão. Nesse momento, ela perde todas as pernas, e fica incapacitada de andar. Troca de pele uma última vez, enquanto vai tecendo seus fios. E pronto: (ela se fecha lá dentro, e vira um casulo). È porque quer ficar sozinha e isolada do mundo, em total repouso, trocando seus tecidos e se preparado para virar outra coisa, totalmente diferente da lagarta. E é uma coisa que ela só pode fazer sozinha, quieta e em segredo.
- Nossa fiora isso dói?
-Sabe Sisi todo processo de transformação costuma ser dolorido, e quanto maior a mudança, maior a dor e maior o prazer depois de terminado. E olha que não existe mudança maior do que, de uma lagarta, um bicho rastejante, curioso, lento e pesado, virar uma borboleta, tão leve, tão bonita, tão, graciosa, olhe pra mim, (e dar um leve sorriso pra Sisi).
-E onde fica esse tal de casulo?
O lugar onde fica o casulo é fundamental para a sobrevivência da borboleta, lá a borboleta vai ficar reclusa de uma semana a um mês; portanto, ele tem que estar bem protegido dos predadores como de outros insetos.
Quando finalmente está pronta para sair, ela vai abrindo o casulo devagar, este esforço de abrir o casulo é fundamental para que ela se fortaleça o suficiente para poder voar depois, ela sai com as asas
Molhadas e envoltas em um líquido gosmento; por isso, precisam ficar no sol secando, esticando as asas. O esforço que elas fazem para esticar as asas é enorme, mas necessário. É que nascer, ou renascer, é mesmo difícil. Depois, as borboletas começam a voar. São bichos bonitos, lindos, causam encantamento imediato. Dizem algumas crendices que onde a borboleta pousa, leva sorte e sorrisos.
-Então é por isso que quando estou triste você chega e fico feliz. –
Pois é Sisi. Olha tudo isso quem me ensinou foi à dona coruja, ela é muito sábia, você um dia vai conhecê-la, eu falo muito de você pra ela -Verdade Fiora você fala de mim pra suas amigas? Que bom.
-Bom Sisi agora tenho que ir, fica ai e não come mais hoje, fica bem amiguinha.
E Sisi ficou ali pensativa em todos os ensinamentos que a sua amiga a ensinou naquele dia. Sisi ficou atenta a esses ensinamentos e todos os dia olha para ver se algo havia mudado nela, a expectativa de ser borboleta era grande.
Fiora volta pra visitar a Sisi, mais não a encontra no lugar que sempre ela estava e pergunta a todos e ninguém lhe dava informação sobre sua amiga.Ela pensou se algum predador pegou a Sisi, ou será que já aconteceu o esperado, a metarmofose da Sisi.E saiu voando como sempre visitando os da suas espécie e outros animais.
Um dia fiora está voando alegremente, e viu alguém lhe chamar.
-Hei Fiora tudo bem?
-Quem é você?
-Fiora não me reconhece sou eu sisi rindo pra ela.
-Sisi é você mesmo? Quanto tempo, para onde você foi? Eu te procurei e não te vi na tua arvore.
-Eu estava no processo Fiora aquilo que você falou e eu me escondi bem escondidinha pra ninguém me pegar, e fiquei lá esperando.
-Nossa Sissi você esta linda, e saiba, você é uma especial rara eu conheço já vi muitas igual a você.
-Sou mesmo Fiora linda rara? E voava sorrindo toda feliz.
-Ai Fiora agora sim sou um espécie feliz, bonita e popular igual a você, -É sissi mais não te esquece o que te falei, lembra da beleza interior essa vale muito mais.Não vou esquecer Fiora e as duas saem juntas voando, param num lago e Fiora tem mais conselhos a dar a Sisi.
-Sisi você agora tem que ter cuidado com os humano, eles gostam de colecionar borboletas principalmente as raras.
-Eu vou saber me cuidar Fiora. Vou ficar em alerta contra esse colecionadores.E as duas saem voando alegremente, e assim fazem por meses, e sempre juntas.
Um dia voando as duas escutam um reboliços na floresta os pássaros cantam voando, os bicho gritam...Fiora que já está acostumada diz:Sisi está acontecendo alguma coisa fique ai, que eu vou ver.
–Não Fiora eu vou também.
De repente elas vem algumas pessoa com redes enorme e bolsas grandes, são os caçadores. Sisi corra, me siga...Mais Sisi ao contrário se vai por outro lugar e se perde de Fiora.
Fiora ao longe vê que Sisi foi pega. Examinada pelos caçadores e colocada dentro de um recipiente e Sisi lá presa vê muitas de sua espécie se debatendo ate perderem as força.Fiora vê Sisi ir embora, e sai voando triste.Ela conta para todos o acontecido e voa.
Passando alguns dias Fiora esta abatida sentindo falar da sua amiguinha que agora era um linda borboleta.Um dia ela saiu voando pela floresta e saiu dos arredores e viu uma linda casa e um grande jardim florido e muitos humanos entrando e saindo dela.Olhou e viu que a casa tinha muitas janelas de vidros,e ficou olhando cada uma dela De repente algo chama sua atenção, ela vê vários quadros e muitas da sua espécie presa nos quadros.Ela reconhece uma em particular, é sua amiguinha Sisi, presa morta naquela quadro, e sai dali voando o mais rápido possível.No caminho se depara com dona coruja. -Hei fiora pra onde vai com tanta pressa?
-Eu vi Sissi.
-Onde Fiora como ela esta?Que danadinha foi voar em outros ares.
-Não.Ela esta morta presa num quadro na casa de um colecionador de nossa espécie e muita gente admirando sua beleza.Pobre Sissi, ela queria ser bonita, popular, amigas dos outros animais e agora ta lá presa sendo sua beleza admirada por outra espécie que não pertence ao nosso reino. Sabe Fiora não fique triste pelo fim que a Sisi teve, um dia te falei que mais importante que a beleza externo é a nossa beleza interior, mais se Sisi não se preocupava nem buscava essa beleza, sempre presa em seu próprio casulo desde que nasceu, sempre sozinha, não fazia nada para mudar.A natureza é assim, nunca como deve ser realmente do jeito que ela é.Sempre querendo mais do que se é, isso seja qualquer espécie.
Autora Rita Canuto


Textos para interpretar- 4º ou 5º Ano

Domingão

Domingo, eu passei o dia todo de bode. Mas, no começo da noite, melhorei e resolvi bater um fio para o Zeca.
- E aí, cara? Vamos no cinema?
- Sei lá, Marcos. Estou meio pra baixo...
- Eu também tava, cara. Mas já estou melhor.
E lá fomos nós. O ônibus atrasou, e nós pagamos o maior mico, porque, quando chegamos, o filme já tinha começado. Teve até um mane que perguntou se a gente tinha chegado para a próxima seção.
Saímos de lá, comentando:
- Que filme massa!
- Maneiro mesmo!
Mas já era tarde, e nem deu para contar os últimos babados pro Zeca. Afinal, segunda-feira é dia de trampo e eu detesto queimar o filme com o patrão. Não vejo a hora de chegar o final de semana de novo para eu agitar um pouco mais.

Márcia Paganini Cavéquia


1) Você conseguiu entender o texto acima?

2) Em sua opinião todas as pessoas que lerem o texto conseguirão compreendê-lo? Por quê?

3) Você saberia explicar o significado de cada uma das gírias do texto acima? Vamos tentar?

4) Agora, depois de tentar descobrir o significado das gírias, reescreva o texto de acordo com suas sugestões.

A ÁGUA NOSSA DE CADA DIA- Interpretação de Texto


A ÁGUA NOSSA DE CADA DIA

Hoje de manhã, enquanto levava meu filho para a escola, assisti a diversas cenas de desperdício.
Rua após rua, homens e mulheres usavam mangueiras para lavar calçadas e carros com jorros e jorros de água potável.
Nos primeiros casos cheguei a diminuir a velocidade do meu carro para sinalizar aos dissipadores que não deveriam estar fazendo aquilo. Mas eles olhavam, sem entender o que eu queria passar com os gestos... e continuavam com as torneiras abertas.
Nos casos seguintes, desisti.
Só olhava, desolado, toda aquela água preciosa escorrendo pela calçada, pelas sarjetas...
Se voltar a percorrer o bairro nesta bela manhã de abril provavelmente vou surpreender mais dissipadores em ação.
Talvez já lavando carros, mais pátios e calçadas.
E vou, de novo, ficar triste com o desperdício escancarado, explícito, irresponsável.
O que fazer para que nós, nossos filhos e os filhos de nossos filhos tenham água de boa qualidade e em quantidade no futuro?
Acho que, para começar, falar com as crianças.
Se os adultos dão lições de desperdício, as crianças podem, no tempo, reverter o processo.
Enquanto crianças, podem entender melhor a necessidade de preservamos nossos recursos naturais. Água, inclusive.
Quando crescerem, vão substituir os adultos insensatos de hoje já com atitudes corretas no cuidado com o meio ambiente.
Longe de mim a idéia de transformar quem quer que seja em vigilante, patrulheiro, inspetor de recursos naturais.
Também seria insensato. Em alguns casos até perigoso.
Tem gente que não aceita críticas.
Mas se cada um de nós pudesse passar aos filhos, às crianças, em geral, propostas, idéias e conselhos para buscarem a economia, a racionalização do uso da água, teríamos um início de caminho já sinalizado.
E enquanto crianças e jovens vão se conscientizando, vamos pensando, num modo de chegarmos até os dissipadores adultos com orientação e informações.
Pra começar, à volta da escola, já vou falando sobre o assunto com meu filho.
De novo, porque lá em casa o assunto já é velho e conhecido.
Mas bons conselhos podem ser repetidos... e acumulados.
E cuidados com nossos recursos naturais deveriam merecer até mesmo algum tipo de saudação. Assim, como dizemos bom dia, boa noite, até logo, poderíamos começar a dizer: Salvou água, hoje? Apagou a luz que não está usando? Salvou uma árvore? Pensou nas crianças que não têm água para beber?...
Pode parecer meio dramático. Mas antes um dramático falado do que sentido.
Enquanto é tempo.

1) Pesquise e copie em seu caderno o significado das seguintes palavras:

dissipar – escancarar – explícito – insensatez – racionalizar –
desolado – sarjeta - reverter - escassez


2) Faça em seu caderno.
Copie os períodos e reescreva-os, substituindo as palavras ou expressões destacadas por sinônimos presentes no texto.

a) Se não houver melhor eficiência no uso da água, em um futuro próximo a carência desse líquido valioso será sentida e percebida abertamente aos nossos olhos..

b) Os esbanjadores de água agem como dementes e nos deixam muito tristes com sua atitude irresponsável.

c) Á água que corre pela valeta daquela rua vem de uma casa em que a dona deixou a mangueira jorrando água e dedica-se a conversar com a vizinha.

d) É preciso voltar a situação, adotando políticas públicas sérias que tratem do uso consciente e responsável da água.

3) Que elementos comprovam que o texto “A ÀGUA NOSSA DE CADA DIA” é uma crônica? Comente.

4) a) Leia com atenção as afirmativas abaixo e indique se são verdadeiras ou falsas.

5) ( ) O narrador do texto é um narrador-observador; não participa dos acontecimentos.
3) ( ) O cronista convoca a todos para tornarem-se patrulheiros da água.
9) ( ) Os dissipadores de água são os que mais a defendem e lutam por sua preservação.
4) ( ) O narrador do texto é um narrador-personagem; participa dos acontecimentos.
5) ( ) O cronista questiona o que pode ser feito para se resolver o grave problema da água.

b) A alternativa que apresenta a soma correta das afirmativas falsas é:

(a) 12
(b) 9
(c) 14
(d) 13
(e) 17

5) O que você faz ou pode fazer para evitar o desperdício da água em seu dia-a-dia?

6) Produção de texto.
Escreva um texto como se você fosse a ÁGUA deixando um recado aos habitantes do planeta Terra.
Capriche. Seja criativo(a) e demonstre seus conhecimentos
.

Mensagens para reunião de pais

Filhos autônomos, filhos felizes
(Cris Poli – Super Nani)

Os pais criam os filhos autônomos quando lhes ensinam aquilo que
precisa ser feito, da maneira que acreditam ser correta, capacitando-os para a
vida e não os abandonando à própria sorte. Não é preciso se preocupar com o
momento de solta-los, pois eles mesmos caminharão com as próprias pernas
para fazer tudo o que lhes foi ensinado.
Quando for cobrar, verifique o que foi assimilado e complete com as
orientações que ache que ficou faltando.
Entretanto, tenha isso em mente: a base para desenvolver a autonomia
está em ensinar a seus filhos os valores que você acredita serem corretos e
estabelecer regras convenientes. E também deixar claro aquilo que espera
deles.
Pais capacitados a educar os filhos sabem dar responsabilidade a eles,
sabem até onde podem exigir deles, e não exigem nem mais e nem menos que
isso; não extrapolam e nem se omitem e têm a autoridade para impor a
disciplina necessária. Se você deseja ser um bom pai ou uma boa mãe, deve –
e pode – aprender a fazer tudo isso.
Um casal só se capacita na tarefa de ser pai e mãe por meio de muito
diálogo, muito interesse, muita paciência e determinação. O resultado sempre
vale a pena.
Os pais têm que ter autoridade. Ela é conquistada com respeito,
posicionamento, valor e determinação. As crianças reconhecem alguém com
autoridade e obedecem a voz de comando.
Deixar os filhos à vontade para fazer o que quiserem torna-os inseguros,
sem rumo e infelizes.
Senão há quem as oriente e as controle, as crianças, em geral, ficam
perdidas, não sabem o que fazer. Quando isso acontece, está aberto o
caminho que possivelmente levará seus filhos a tornarem-se crianças-problema.
A bíblia diz que os nossos filhos são como flechas na mão do arqueiro.
Você precisa saber para onde as atira, pois, se as jogar ao acaso, sem mirar,
elas irão parar em qualquer lugar, e, em geral, nunca vão para o lugar que você
gostaria.
Postado por Deborah Melissa às 18:24 1 comentários Links para esta postagem
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Para reunião de responsáveis!







Meus queridos Pais

Não tenham medo de serem firmes comigo.
Prefiro assim. Isto faz com que me sinta mais seguro.

Não me estraguem. Sei que não devo ter tudo o que quero.
Só estou experimentando vocês.

Não deixem que eu adquira maus hábitos.
Dependo de vocês para saber o que é certo ou errado.

Não me corrijam com raiva e nem na presença de estranhos.
Aprenderei muito mais se falarem com calma e em particular.

Não me protejam das conseqüências de meus atos.
Às vezes eu prefiro aprender pelo caminho mais áspero.

Não levem muito a sério minhas pequenas dores.
Necessito delas para obter a atenção que desejo.

Não sejam irritantes ao me corrigir.
Se assim o fizerem eu poderei fazer ao contrário do que me pedem.

Não me façam promessas que não poderão cumprir depois.
Lembrem-se que isso me deixará profundamente desapontado.

Não ponham à prova minha honestidade, mas ensinem-me a ser verdadeiro; pois sou facilmente tentado a dizer mentiras.

Não me mostrem um Deus carrancudo e vingativo.
Isto me afastará dele.

Não desconversem quando eu faço perguntas,
senão eu procurarei na rua as respostas que não tive em casa.

Não mostrem para mim as pessoas perfeitas e infalíveis.
Ficarei extremamente chocado quando descobrir um erro seu.

Não digam que meus temores são bobos, mas, sim,
ajudem-me a compreendê-los.

Não digam que não conseguem me controlar.
Eu julgarei que sou mais forte que vocês.

Não me tratem como uma pessoa sem personalidade.
Lembrem-se de que tenho o próprio modo de ser.

Não vivam apontando os defeitos das pessoas que me cercam.
Isto criaria em mim, desde cedo, um espírito intolerante.

Não se esqueçam de que eu gosto de experimentar as coisas
por mim mesmo. Não queiram me ensinar tudo.

Não desistam de me ensinar o bem, mesmo que eu pareça
não estar aprendendo.

No futuro, vocês verão em mim o fruto daquilo que vocês plantaram.
(Autor desconhecido)


VAMOS CONSERTAR O MUNDO?

Um professor passava o final de semana em sua casa, concluindo sua tese sobre como consertar o mundo. Seu filho, brincando à sua volta, toda hora solicitava sua atenção fazendo perguntas e tirando-lhe a concentração. O professor, com o intuito de distrair a criança, pegou um cartaz do mapa-mundi, recortou em vários pedaços, transformando-o num quebra-cabeça. Pediu então que o menino montasse novamente, esperando que isso o ocupasse por um bom tempo, o suficiente para concluir o seu trabalho.
O menino pegou os pedaços de papel e alguns minutos depois chamou o pai para ver o quebra-cabeça montado. O professor, admirado com a rapidez do filho, pensou que no mínimo o mapa estaria montado errado, mas qual não foi sua surpresa quando constatou que este estava completo e perfeito. Intrigado com o fato, perguntou ao garoto como ele havia conseguido realizar tarefa tão difícil em tão pouco tempo. O menino explicou:
- Pai, você me pediu para consertar o mundo, não foi? Como estava difícil entender aquelas gravuras, resolvi virar as peças do outro lado e percebi que atrás delas havia partes do corpo de um homem. Achei mais fácil consertar o homem do que o mundo. Quando a gravura do homem estava completa, virei o quebra-cabeça do lado contrario e percebi que o mundo havia sido consertado também. Foi fácil!
Naquele momento o pai entendeu que, para consertar o mundo, era preciso primeiro consertar o homem. E assim pôde concluir sua tese.

“Para transformar o mundo que está à sua volta, é necessário primeiro transformar-se a si mesmo.”

*
A LIÇÃO DA BORBOLETA


Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo.
Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme
ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através
daquele pequeno buraco.
Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.
O homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o
restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo
estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo.
Nada aconteceu!
Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.
O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria como a borboleta. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar...
Que a vida seja um eterno desafio, pois só assim voar será realmente possível.

(autor desconhecido)

*
Pais Brilhantes

- Chore com seus filhos e abrace-os. Isso é mais importante do que dar-lhes fortunas ou fazer-lhes montanhas de críticas.
- Não forme heróis, mas seres humanos que conheçam seus limites e sua força.
- Faça de cada lágrima uma oportunidade de crescimento.
- Estimule seu filho a ter metas.
- Lembre-se: conversar é falar sobre o mundo que nos cerca.
- Dialogar é falar sobre o mundo que somos. - Abraçar, beijar, falar espontaneamente.
- Contar histórias.
- Semear idéias.
- Dizer não sem medo.
- Não ceder a chantagem.
- Para educar é necessário paciência.

Augusto Cury

*
FILHOS SÃO COMO NAVIOS

Ao olharmos um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.
Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a força da natureza reserva para ele, poderá ter de desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.
Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas.
E haverá muita gente no porto, feliz à sua espera.
Assim são os FILHOS.
Estes têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.
Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto dos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr os próprios riscos e viver as próprias aventuras.
Certos de que levarão os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola – mas a principal provisão, além da material, estará no interior de cada um:
A CAPACIDADE DE SER FELIZ.
Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada, transmitida a alguém.
O lugar mais seguro em que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali.
Os pais também pensam ser o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar mar adentro e encontrar o próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo, esse porto para outros seres.
Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que, na bagagem, eles devem levar VALORES herdados, como HUMILDADE, HUMANIDADE, HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.
Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.
A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL E NA CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.
Os pais não devem seguir os passos dos filhos. e nem devem estes descansar no que os pais conquistaram.
Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto, e, como os navios, partir para as próprias conquistas e aventuras.
Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que
“QUEM AMA EDUCA”.
“COMO É DIFÍCIL SOLTAR AS AMARRAS”
(Içami Tiba)

Uma boa aula

ROTINA NA AULA SOCIOCONSTRUTIVISTA

1. Leitura compartilhada - O professor lê todos os dias para os alunos, vários tipos de textos como: notícias, contos, poesias, histórias, fábulas, etc.
Lê por prazer, sem cobrar atividades nenhuma após esta leitura.
Objetivos: Professor enquanto modelo de leitor. Desenvolver no aluno o prazer pela leitura.

2. Roda de conversa - Professor e alunos conversam sobre assuntos variados.
Objetivos: Desenvolver no aluno a competência/oralidade. Falar o que pensa em grupos diversos, ouvir e respeitar as falas e pensamento de outras pessoas, dialogando, trocando, sendo crítico, etc.
Pode-se propor ao final o registro num texto coletivo do assunto debatido. O texto deve ser curto ( de preferência um parágrafo).
Sugestão: Criar caixas na sala com temas variados e neste momento, um destes temas, uma notícia, por exemplo, é sorteada.

3. Agenda - Atividade de cópia de texto com função social na língua (letramento)
Objetivos: Desenvolver técnicas de escrita (escrever da esquerda para a direita na linha, com capricho, etc.), além de registro diário das atividades realizadas durante a aula para acompanhamento dos pais.

4. Atividades de leitura - Esta atividade e imprescindível para a alfabetização. Todos os dias os alunos deverão desenvolvê-la. Lembre-se o bom escritor é antes um bom leitor. Deve ser realizada preferencialmente com textos que já sejam do domínio dos alunos que ainda não sabem ler convencionalmente.
Objetivos: Ler quando ainda não sabe ler (convencionalmente). Ajustar o falado ao escrito. Desenvolver a leitura.
Atividades de leitura: Leitura de ajuste, localizar palavras no texto (iniciar com substantivos) Ordenação de textos (frases, palavras), palavras cruzadas, caça. - palavras, adivinhas, localização de palavras nos textos, roda de leitura, roda de poesia, empréstimo de livros, projetos de leitura, etc.
É fundamental que intervenções tais como o trabalho com a letra inicial e final das palavras sejam feitas constantemente.

5. Atividades de escrita - Só se aprende ler, lendo e só se aprende a escrever, escrevendo. Copia é uma coisa, produção de escrita é outra. Na atividade de escrita, a criança escreve do jeito que ela sabe (hipótese de escrita) e o professor faz intervenções necessárias em relação à escrita, direto com o aluno.
Objetivos: Avançar na reflexão da Língua. Resolver a letra a ser usada (qualidade de letra), quantas letras usar (quantidade de letras), escrever textos com sentido (inicio, meio e fim), revisar ortografia e gramática, etc.
Atividades de escrita: Propor atividades de escrita com o alfabeto móvel completar textos (lacunas no início ou no final da frase), produção escrita de textos individuais e coletivos (listas, histórias, contos, etc.), reescrita de texto que se sabe de cor, revisão de textos, palavras cruzadas (sem banco de palavras), etc.

6. Atividade móvel - Este espaço é para que cada professor trabalhe de acordo com sua turma, jogos matemáticos, sala de leitura; Ciências, Estudos Sociais, Recreação e Artes.
É importante lembrar que nosso dia-a-dia escola, devemos estar desenvolvendo atividades de caráter interdisciplinar e transdisciplinar.

7. Atividade de casa - A atividade de casa é alvo de dúvidas e críticas por parte dos pais e dos professores (ou porque não tem "dever de casa" ou porque tem “dever de casa” demais ou porque “os alunos não fazem o dever”, etc.). O ideal é que a atividade de casa, planejada com antecedência, seja um desafio interessante, difícil, mas possível, que o aluno possa resolver sozinho.
Objetivo: Criar o hábito de estudar fora da escola, desenvolver a autonomia e a auto-aprendizagem.
Atividades de casa - Cruzadinha, caça-palavras, empréstimo de livros (6◦ feira trazer na 2◦ feira), leitura de textos e posterior ilustração, coletar rótulos, ler algo interessante e trazer para sala de aula, coletar materiais de sucata, observar fenômenos da natureza para posterior relato, pesquisas orais e escritas, etc.

Pensamentos

Pensamentos...
" Se não morre aquele que escreve um livro ou planta uma árvore, com mais razão, não morre o educador, que semeia vida e escreve na alma"
Jean Piaget


"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende".
(Guimarães Rosa)


"Assim como uma única isca não pode atrair qualquer tipo de peixe, uma metodologia única não é capaz de alcançar diferentes tipos de alunos."
( Monica Valéria ,minha amiga)


" O vento é o mesmo mas sua resposta é diferente em cada folha"
Cecília Meireles


“Contaram-me e Esqueci
Vi e Entendi
Fiz e Aprendi”
Confúcio



Quem pensa muito faz pouco. As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem.

(Lilian Tonet)



... Quem sabe faz a hora, não espera

acontecer...


Não tenho um caminho novo. O que eu tenho de novo é um jeito de caminhar. (Thiago de Melo)


O melhor educador é aquele que conseguiu educar a si mesmo
(Sabedoria oriental)


"Quem conduz e arrasta o mundo não são as máquinas, mas as idéias."
Victor Hugo


"Eduquem os meninos e não será necessário castigar os homens"
(Pitágoras)


“Um livro é como uma janela: quem não o lê fica distante dela e só pode ver uma pequena parte da paisagem."
(Kahlil Gibran, escritor indiano)



"Não se pode ensinar nada a um homem. Pode-se apenas ajudá-lo a encontrar a resposta dentro dele mesmo."
(Galileu Galieli, cientista italiano)


"A tarefa essencial do professor é despertar a alegria de trabalhar e de conhecer."
(Albert Eisntein, cientista alemão, Como Vejo o Mundo)


"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre."
(Paulo Freire, educador brasileiro)


"Perigoso não é o homem que lê, é o que relê."
(Voltaire, filósofo francês)


"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
(Cora Coralina, poetisa brasileira)


"Ser educador é ser um poeta do amor. Educar é acreditar na vida e ter esperança no futuro. Educar é semear com sabedoria e colher com paciência."

Augusto Cury



“Longo é o caminho do ensino por meio de teorias; breve e eficaz por meio de exemplos.” (Sêneca, filósofo romano - Epístolas )


"Não concordo com uma única palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las"
(Voltaire)


"Procure ser um homem de valor, em vez de procurar ser um homem de sucesso."
(Albert Einstein)


"Tratai os bons com bondade e os maus com justiça"
(Confúcio)


"Educar é construir, é libertar o ser humano das cadeias do determinismo ...".
Paulo Freire


"Carpe Diem" quer dizer "colha o dia". Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã.

(Rubem Alves)